Lembranças da Minha Terra

Nascia o sol era verão
Eu eu ficava parada deslumbrada
Junto à igreja e ao mar
Olhando embevecida
Aquela grande baía
Aquela zona sem par.
Como é grande a natureza
Dando assim tanta beleza
Pura, simples e real
O sol, a bola de fogo
Calmos, muito devagar
Ia subindo, subindo
Deixando seus reflexos
Por tudo quando era mar.
Praias lindas, concorridas
Com os banhistas ao sol
As conchinhas e os búzios
E o seu lindo farol
Os caranguejos bonitos
E as tartarugas andando
A passo de caracol.
Mais abaixo a fortaleza Para lembrar o passado
As avenidas bem largas
E os jardins cuidados
Casas lindas e modernas
Pintadas com muito gosto
E o friozinho que fazia
Em pleno mês de Agosto.
Moçâmedes, a minha terra natal
De grandes recordações
Amada por tanta gente
Maltratada e destruída
Por ganância e ambições.

Maria do Céu

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Sónia

I
Sónia,
Mas que nome tão bonito
Pela tua simpatia
Foi muito bem escolhido

II
Quanto a ti posso dizer
És alegre e bem disposta
Muito fresca e atraente
És assim como uma rosa
Cheirosa e adolescente

III
Gosto de te ver andar
Por vezes até correndo
Os teus cabelos no ar
Com os caracóis ao vento

IV
Sei que gostas de cantar
Dando as tuas gargalhadas
Dançar é a tua lei
Com vigor, sem palhaçadas

V
Aqui tens o teu retrato
Feito por mim com amor
Se gostas fica com ele
Se não gostares arranjarei onde pôr
Rodeado de alegria
Coberto com luz e cor

Maria do Céu

Virtudes

I
As palavras que se dizem
Somente para magoar
Esquecendo que existe
A palavra verbo amar

II
Feliz daquele que conserva
Amor em seu coração
Para poder ajudar
Em qualquer ocasião

III
O amor é como a luz
O carinho uma doçura
Amizade é sempre um bem
Pra desfazer a amargura

IV
Ser bondoso é uma virtude
O ser humilde também
Ser honesto e cauteloso
Nunca fez mal a ninguém

V
Procuremos todos ter
Estas virtudes tão belas
Para não acontecer
Voarem pela janela

Maria do Céu

Esperança

A esperança é o amparo da vida
É a nossa companheira
Fiel, persistente e forte
Mesmo a leste ou a norte.
Ela sempre vai brilhando
Umas vezes muito forte
Outras vezes lentamente.
As nossas dificuldades
Tristezas, agrores da vida
São fardos que suportamos
Ao longo da nossa vida.
E quando a jornada é longa
Dolorosa e prolongada
Essa luzinha brilhante
Por vezes também se apaga
Mas basta um pensamento
Ou mesmo uma voz amiga
Essa luz se reacende
Bem mais forte que a antiga.
E isso é a esperança
A esperança da vida.

Maria do Céu

Meu Sonho

Certa noite sonhei
Que era um passarinho e voei
Passei montanhas, rios e montes,
Bebi água pelas fontes,
Voei, voei, voei…
Eu sentia~me feliz, buscando,
Procurando, voando alto,
Cada vez mais alto.
De rrepente encontrei e parei
E fiquei calmo, quieto.
Que maravilha!
Que encantamento!
Que alegria!
Que paz tão pura naquele reino.
E foi então que acordei,
Pensando bem no que sonhei.
Naquele reino celestial,
Tudo era belo,
Tudo era calmo,
Tudo era amor,
Tudo era vida,
Tudo era cheio
De paz divina.
Queria eu
Poder voltar,
Em realidade,
Não a sonhar.

Maria do Céu

Totó

I
Tenho um cachorrinho
Chamado Totó
É meu amiguinho
Não quer estar só

II
De pelo macio
Todo rebolão
Orelhas compridas
E um narigão

III
É bem cinzentinho
E sabe dançar
É o mais bonito
Já quer namorar

IV
Tem a sua fã
E é correspondido
E quando a visita
Vai sempre bonito

V
Ela bem bonita
Recebe-o feliz
E com emoção
Para ele diz:

VI
Querido cãozinho
Querido Totó
Vamos ao registo
Vamos dar o nó

VII
E lá vão contentes
Andando a dançar
Caminho ao registo
Formar o seu lar

VIII
E ao casalinho
Parabéns eu vou dar
Cãezinhos assim
É raro encontrar

Maria do Céu