Amigo

Sinto fome, sinto sede
Arrepios e muito medo
Deste grande labirinto
Onde eu estou metido.
Entrei, mas sair
Eu não consigo
Lamento, choro
Já me encontro perdido
Batalho, piso a neve
Piso orvalho
Pareço estar num baralho
Andando de mão em mão.
Preciso de muito amor
Preciso de protecção
Sofro, choro, corro, grito
E volto ao mesmo sítio.
É tão grande a tentação
Que já me sinto despido
Dos valores que possuía
E andavam sempre comigo.
Estendo braço, abro a mão
E me encontro pedindo
Mais amor e protecção
Ansiando, desejando
Que alguém me leve consigo
Que me ajude e me proteja
E depois possa dizer
Amigo: Seja bem vindo.

Maria do Céu

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O Parecer Não é Ser

O parecer não é ser
Daí é que está o mal
O interior ninguém vê
É o engano fatal
Fazendo suposições
São tropeços e baldões
Uns têm muitos tostões
Fazem-se, julgam-se
Grandes mestres sabedores
São tão bem bons faladores
Parecendo até pastores
Do bem e do amor
Mas lá bem no interior
Escondido bem guardado
Está o mal humorado
Sem respeito por ninguém
Palavras feias que ofendem
Há nossa mente se prendem
Para não esquecer
Que o parecer não é ser
E o nosso interior
Nunca se deixará ver.

Maria do Céu