Um Segredo de Natal

Uma história verdadeira – um segredo de Natal – desilusão, esperança – há ou não há Pai Natal?

Era uma vez uma menina já com sete aninhos feitos, que andava na escola e com as suas companheiras, brincavam, cantavam e também muito falavam sobre o misterioso e desejado Pai Natal.

Tinha chegado o dia de tirar as suas dúvidas, era véspera de Natal. Quando já todos dormiam, levantou-se, caminhou para a cozinha e a sua sandalinha foi posta na chaminé. Agora era só esperar o dia de amanhã para tirar suas dúvidas, para saber a verdade.

Foi para o quarto, deitou-se e esperou acordada. Amanheceu e enquanto todos dormiam foi a correr à cozinha ver o que se passava. Foi uma desilusão, uma dor no coração pois a sua sandalinha estava ali, mas vazia, sem sombras do Pai Natal.

A menina com vergonha nunca contou a ninguém como soube realmente que o nosso Pai Natal, são os nossos próprios pais.

Esta menina guardou este segredo durante 70 anos e em todos os natais que vão passando por nós, ela se lembra como tirou suas dúvidas e como se desvaneceram as suas ilusões que nos fazem tão felizes quando nós somos meninos, quando nós somos crianças.

A menina desta história
Que a verdade doeu
Por estranho que pareça
Essa menina sou eu.

Maria do Céu Simão, 4 Setembro 2014

Anúncios

Noite de Natal Iluminada

Da minha janela eu vejo uma casa iluminada,
Oiço risos de crianças, oiço vozes bem alegres
E um cheirinho a consoada.
Também vejo bem ao longe,
Uma mesa bem comprida
Muita gente à volta dela
Com balõezinhos e fitas.
Gente alegre e bem disposta
Irradiando alegria,
Festejando com amor
A união da família.
Vejo também a um canto
Uma árvore de Natal
Grande, linda e muito bem enfeitada,
Repleta de prendinhas
Deve ser prá criançada.
Olho em redor e o que vejo?
O meu menino dormindo
Num bercinho bem limpinho,
Mas também bem pobrezinho.
E penso…como ele é lindo!
E dorme tão sossegado, tão fofinho e tão rosado,
Parece o menino Jesus quando nasceu no estábulo,
Faltam só as ovelhinhas, Maria, José e também os três Reis Magos,
Não esquecendo a estrela, os anjos pra este quadro.
Em minha imaginação, meu presépio já está feito
Puz nele todo o meu amor, admiração e respeito.
Puz também a paciência, resignação, humildade
Puz também muito carinho, para que nele nada falte.
Mas nisto batem à porta, de mansinho lá vou indo,
Com muito muito jeitinho
Pois o meu menino dorme,
Tranquilo naquele bercinho.
Levanto a mão, dou um toque, para a portinha se abrir
E um rosto esplendoroso, ali esta a sorrir.
Minha casa iluminou-se, o meu coração também,
Meu menino levantou-se,
E a meia-noite também.
E o Pai Natal chegou, com brinquedos e uma bela consoada,
Minha casa estava linda, estava toda iluminada.
Quem sois vós?
Perguntei eu, sentido imensa alegria,
E uma voz, meiga, tão doce
Ao meu ouvido dizia:
Sou um enviado dos céus
Amigo, teu protector
Ensinar-te o evangelho
São ordens do salvador
Minha casa iluminada,
A minha alma também
Meu coração transbordava
Com bênçãos celestiais
Obrigado meu Senhor
Por a mais linda e bela
Noite de Natal que me proporcionaste
Por meus caminhos sombrios que agora iluminaste.

Maria do Céu

Noite de Natal

Era noite de Natal
E a alegria reinava naquela casa distante
As famílias se juntaram e alegres se abraçaram
Com amor e comoção

A ceia estava servida
Muito simples, bem cheirosa
No meio da mesa havia
Um lindo ramo de rosas

De repente alguém bateu
Joãozinho foi abrir
E uma simples velhinha
Estava quase a cair

Joãozinho a ajudou
E com seus braços abraçou
Aquela santa velhinha

Entre lágrimas ela disse:
Sou uma pobre mulher
Sou uma velha que ninguém quer

Com custo lá vou andando
Com tristeza vou pedindo
Esmolas a toda a gente
Os bondosos lá me dão
Os maus, correm comigo

Com amor João sorriu
E um beijo lhe pediu
Seus olhares se encontraram
E nos de João se via, fortaleza e decisão
E nos da pobre velhinha, ansiedade, comoção

Anda comigo avózinha
Assim te irei chamar
Vamos cear todos juntos
É teu o melhor lugar

Seus familiares estavam
Comovidos e contentes
Agradeciam a Deus
Aquele belo presente

E dentro daquela casa
Não paravam de falar
Tinha ganho uma velhinha
E esta o seu novo lar

Maria do Céu

Natal

Minha mãe,
Quando é Natal?

Meu filho, é Natal…
Quando abrimos nosso coração
E derramamos amor, carinho, compreensão
Quando limpamos as lágrimas
Daqueles que choram
Sem mesmo saber qual o motivo ou razão.
É Natal quando socorremos nosso irmão
Aflito, carente, doente, perdido
Quando os velhinhos tremem de medo
Por viverem sozinhos
Desejando, implorando
Por um amigo ou vizinho
Quando nós sabendo
Corremos ao seu auxílio,
Isso é Natal meu filho.
Quando damos um beijo
A uma criança que chora
Que tem frio, que tem fome
Isso é Natal
Pois o nosso amor a consola.

Mas Mãe, dar amor é tão simples!

Seria meu filho,
Se não existisse o ódio, a inveja, o poder, a ganância,
Ambição, que mora, que vive
Em tanto coração.

Meu filho,
Natal é darmos as mãos
Correndo para o futuro
Acabando com as guerras, a fome,
E esta grande miséria
Instalada neste mundo.

Maria do Céu