Amigo

Sinto fome, sinto sede
Arrepios e muito medo
Deste grande labirinto
Onde eu estou metido.
Entrei, mas sair
Eu não consigo
Lamento, choro
Já me encontro perdido
Batalho, piso a neve
Piso orvalho
Pareço estar num baralho
Andando de mão em mão.
Preciso de muito amor
Preciso de protecção
Sofro, choro, corro, grito
E volto ao mesmo sítio.
É tão grande a tentação
Que já me sinto despido
Dos valores que possuía
E andavam sempre comigo.
Estendo braço, abro a mão
E me encontro pedindo
Mais amor e protecção
Ansiando, desejando
Que alguém me leve consigo
Que me ajude e me proteja
E depois possa dizer
Amigo: Seja bem vindo.

Maria do Céu

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Esperança

A esperança é o amparo da vida
É a nossa companheira
Fiel, persistente e forte
Mesmo a leste ou a norte.
Ela sempre vai brilhando
Umas vezes muito forte
Outras vezes lentamente.
As nossas dificuldades
Tristezas, agrores da vida
São fardos que suportamos
Ao longo da nossa vida.
E quando a jornada é longa
Dolorosa e prolongada
Essa luzinha brilhante
Por vezes também se apaga
Mas basta um pensamento
Ou mesmo uma voz amiga
Essa luz se reacende
Bem mais forte que a antiga.
E isso é a esperança
A esperança da vida.

Maria do Céu

Totó

I
Tenho um cachorrinho
Chamado Totó
É meu amiguinho
Não quer estar só

II
De pelo macio
Todo rebolão
Orelhas compridas
E um narigão

III
É bem cinzentinho
E sabe dançar
É o mais bonito
Já quer namorar

IV
Tem a sua fã
E é correspondido
E quando a visita
Vai sempre bonito

V
Ela bem bonita
Recebe-o feliz
E com emoção
Para ele diz:

VI
Querido cãozinho
Querido Totó
Vamos ao registo
Vamos dar o nó

VII
E lá vão contentes
Andando a dançar
Caminho ao registo
Formar o seu lar

VIII
E ao casalinho
Parabéns eu vou dar
Cãezinhos assim
É raro encontrar

Maria do Céu