Bataclan

Meu coração está de luto
Sinto um desgosto profundo
Há grande desentendimento
Entre os povos deste mundo

O resultado está à vista
O ataque aconteceu
Sexta-feira dia 13

Grande foi a mortandade
Matando sem dó
Sem nenhuma piedade
Aos que estavam fugindo
Aos que estavam sentados

Foram jovens que morreram
Inocentes e na flor da idade
É incrível, foi uma barbaridade

São os pais são irmãos
E outros familiares
Que durante a sua vida
Nunca se irão esquecer
Esta grande crueldade

Não percebo de política
É muito complicado
No entanto penso eu
Há algo grande de errado

(Atentados em Paris, 13 Novembro 2015)

Maria do Céu Simão, 20 Novembro 2015

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Natal

Minha mãe,
Quando é Natal?

Meu filho, é Natal…
Quando abrimos nosso coração
E derramamos amor, carinho, compreensão
Quando limpamos as lágrimas
Daqueles que choram
Sem mesmo saber qual o motivo ou razão.
É Natal quando socorremos nosso irmão
Aflito, carente, doente, perdido
Quando os velhinhos tremem de medo
Por viverem sozinhos
Desejando, implorando
Por um amigo ou vizinho
Quando nós sabendo
Corremos ao seu auxílio,
Isso é Natal meu filho.
Quando damos um beijo
A uma criança que chora
Que tem frio, que tem fome
Isso é Natal
Pois o nosso amor a consola.

Mas Mãe, dar amor é tão simples!

Seria meu filho,
Se não existisse o ódio, a inveja, o poder, a ganância,
Ambição, que mora, que vive
Em tanto coração.

Meu filho,
Natal é darmos as mãos
Correndo para o futuro
Acabando com as guerras, a fome,
E esta grande miséria
Instalada neste mundo.

Maria do Céu

O Nosso Mundo

I
Neste tempo em que vivemos
Entre guerras e tormentos
Homens, mulheres e crianças
Gritam alto aos sete ventos

II
Pedi ajudar não tive
Pedi amor não me deram
Pedi um pouco de pão
E nem isso me trouxeram

III
Assim vai rodando o mundo
Parecendo uma cratera
Dum lado é só fartura
Do outro é só miséria

IV
Ó povos de todo o mundo
Ó nações em toda a terra
Abraçai-vos em união
Acabando com a guerra
Dêem amor uns aos outros
E ponham fim à miséria

Maria do Céu