Juventude

Simples bonita
Lá vai muito catita
Com olhar puro
Peito maduro
Seu corpo grita
É juventude
É mocidade
É da idade
É lei da vida.
Sempre tristonho
Como um sonho
Ando depressa
Perco a cabeça
Mas não apanho
E ela foge, já não a vejo
Como eu anseio pra dar-lhe um beijo.
É só um sonho, desilusão
E como sofre um coração
Mas de repente
Meu corpo sente tanta doçura
Tanta emoção
Calor ameno daquela mão
E ao meu lado, com olhar puro
Peito maduro, ela ali estava
Irradiando a juventude
A mocidade que me ofertava
E eu feliz a abraçava
Meu coração também gritava
Felicidade, felicidade
Tanto tardavas.

Maria do Céu

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Quem és tu?

Quem és tu, ou quem tu és?
Deixa-me lavar-te os pés
Pois me pareces cansado
Talvez dessa caminhada
Longa e dura, pela estrada.
Precisas de descansar
Tirarei tuas sandálias
Com cuidado, com carinho
Para não te magoar.
Iremos depois pra mesa
Com amor te servirei
Poderás depois dormir
Na cama que preparei.
Sinto em mim muita alegria
E quero que em minha casa
Sejas Senhor, sejas Rei.
No olhar do caminhante
Vi uma bondade infinita
Vi amor, compreensão
Vi também a luz da vida.
Aí eu compreendi,
Tinha Jesus ao meu lado
O seu porte, o seu olhar
Resposta me tinham dado.
É assim que Jesus age
Aparece de surpresa
Felizes daqueles que cumprem
Seus mandamentos e leis
Com amor e com firmeza.

Maria do Céu

Recordar

Já é noite e muito tarde
São horas de descansar
Fecho as portas, as janelas
E as luzes não me esqueço de apagar

Já me encontro deitada
Está frio mas sabe bem
A cabeça recostada
Na minha linda almofada
Enquanto o sono não vem

Tudo me vem a cabeça
E começo a recordar
A minha vida passada
Que tem muito que contar

Lembro a minha meninice
Que com tanta traquinice
Me faz faz rir e gargalhar
Mas noutros casos mais sérios
Começo logo a chorar

O passado já não volta
Nem pra mim nem pra ninguém
O presente é o nosso dia a dia
São as horas, os minutos e os segundos também

O futuro ninguém sabe
O que a vida nos vai dar
Nem os grandes adivinhos
Conseguem adivinhar

Pra não esquecer o passado
Só nos resta recordar
Umas vezes nos faz rir
Outras vezes faz chorar

O recordar é viver
E é bem uma verdade
Pode nos dar alegrias, tristezas
E também felicidade

Maria do Céu

O Homem do Mar

I
A minha casinha branca
Fica ali naquele rochedo
Vivo ali muito sozinho
Mas de nada tenho medo

II
A minha casinha branca
Tem janelas de madeira
Foi feita com muito amor
Para durar a vida inteira

III
Ao longo da madrugada
Oiço ondas a bater
Pertinho de minha casa
Elas vão-se desfazer

IV
Eu sou um homem do mar
Trabalho com alegria
Pesco à noite ao luar
E às vezes durante o dia

V
O meu berço é este mar
Toda esta maravilha
Vivo sempre em oração
Tenho Deus por companhia

Maria do Céu

Esperança

A esperança é o amparo da vida
É a nossa companheira
Fiel, persistente e forte
Mesmo a leste ou a norte.
Ela sempre vai brilhando
Umas vezes muito forte
Outras vezes lentamente.
As nossas dificuldades
Tristezas, agrores da vida
São fardos que suportamos
Ao longo da nossa vida.
E quando a jornada é longa
Dolorosa e prolongada
Essa luzinha brilhante
Por vezes também se apaga
Mas basta um pensamento
Ou mesmo uma voz amiga
Essa luz se reacende
Bem mais forte que a antiga.
E isso é a esperança
A esperança da vida.

Maria do Céu